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Esquerdas foram enganadas por "espíritas" pela ideia de "vida futura"

Na breve primavera progressista dos governos do Partido dos Trabalhadores, entre 2003 e 2016, as forças progressistas de esquerda se deixaram iludir por fenômenos e movimentos conservadores, sobretudo no âmbito cultural, religioso e lúdico. A visão esquerdista ainda estava muito presa no âmbito político e econômico, que conduzia as atividades sindicais, e o âmbito midiático-jornalístico, que conduzia as análises acadêmicas e dos próprios cronistas da imprensa esquerdista. Ninguém poderia imaginar que fenômenos "extremamente populares", em tese vinculados ao cotidiano do povo pobre, podem representar interesses tão fortemente conservadores, caraterísticos da direita brasileira. Só recentemente se soube que um dos veículos que mais divulgaram essa "cultura demasiado popular", o SBT de Sílvio Santos, tornou-se também o mais entusiasmado reduto do bolsonarismo, ideologia de extrema-direita representada pelo hoje presidente Jair Bolsonaro. "Funk" e ...

A perigosa fascinação obsessiva dos brasileiros por Chico Xavier

Há o que analisar sobre por que uma considerável maioria de brasileiros sente uma fascinação obsessiva por Francisco Cândido Xavier. O conhecido Chico Xavier não apresenta qualidades excepcionais que possam merecer tamanha adoração e mesmo a forma dissimulada de "adoração saudável a uma pessoa imperfeita" não resolve os problemas apresentados. Assumida ou não, essa idolatria é bastante perigosa. Envolve sentimentos mórbidos, apelos emocionais profundos, porém bastante perigosos, uma adoração que se demonstra tóxica, apesar de respaldada por aparentes apelos associados às virtudes humanas. A situação é tão grave que Chico Xavier, que na prática teve um passado arrivista - assim como o presidente Jair Bolsonaro, o "médium" se ascendeu em episódios de muita confusão - , é um deturpador do Espiritismo que disse ter seguido e cuja suposta psicografia apresenta graves irregularidades, com provas consistentes, é blindado em tudo quanto é situação. Ultraconservador, C...

"Moralismo espírita" adota padrão precário de vida humana

Você já ouviu falar das pregações moralistas do "movimento espírita". A ideia de "não querer muito" e as tarefas mais restritas, ligadas ao Assistencialismo, como se isso fosse tudo na vida humana, embora longe da natureza dinâmica da vida material. É por isso que o "espiritismo" brasileiro adota uma visão simplória e precária de reencarnação. Os indivíduos são recomendados a basicamente serem cozinheiros de refeitórios, enfermeiros, trabalhadores braçais, professores (dentro de padrões anódinos aceitos por modelos como a Escola Sem Partido). A "vida material" padrão do "espiritismo" brasileiro se assemelha a uma zona rural. Lá só existem hospitais, refeitórios, escolas. O entretenimento mal varia entre uma praça e um parquinho para crianças. A alegria, meramente o de olhar o céu, ver a paisagem e ouvir os passarinhos cantarem. Tudo parece maravilhoso, mas revela a falta de visão dos "espíritas" que fazem seu julgamento ...

Dado estranho: Chico Xavier esteve "inativo" entre 1933 e 1934

Um dado muito estranho envolve a produtiva "psicografia" de Francisco Cândido Xavier. É que, entre Parnaso de Além-Túmulo , o primeiro livro, lançado em 1932, houve um hiato de dois anos até chegar ao livro Cartas de Uma Morta , atribuído à sua mãe, Maria João de Deus, lançado em 1935. São dois anos sem lançar um livro, depois do impacto da primeira publicação, um embuste literário que apresenta falhas estilísticas graves, e que, em que pesem as aparentes semelhanças aos estilos originais dos supostos autores espirituais, apresentam também diferenças comprometedoras. Não se vai comparar esse hiato com aquele que Jesus Cristo havia deixado em parte de sua juventude, porque este período foi o de formação intelectual do ativista da Judeia, algo que ainda é um mistério a ser revelado através de pesquisas por arqueólogos e historiadores, mas que sugere ter sido um período de muito estudo por parte do famoso humanista. Chico Xavier não viveu esse hiato para "estudar me...

O "espiritismo à brasileira" empurrou problemas com a barriga. Mas eles voltam

O "espiritismo" brasileiro sofre uma grave crise por suas más escolhas. Desde que preferiu a aventura do roustanguismo, o "movimento espírita" sofre as consequências drásticas e tenta se livrar dos problemas empurrando com a barriga, "expulsando" aqueles que, tanto do lado da deturpação quanto das bases doutrinárias, atrapalhariam o interesse da religião brasileira. São várias situações escandalosas que fizeram os dirigentes do "espiritismo à brasileira" driblarem a situação e usarem artifícios que resultaram na religião insossa que é hoje: um roustanguismo sem J. B. Roustaing um "kardecismo" altamente igrejista, um "espiritismo" supostamente autêntico em que se permite a erosão doutrinária - quando temáticas espíritas são deixadas de lado em nome de assuntos banais de moralismo familiar - em nome da "caridade". Roustaing foi o primeiro a ser jogado debaixo do tapete. Defendido com entusiasmo nos primórdios do ...

Medo de adultos e idosos de investigações sobre Espiritismo se nivela a teimosia infantil

As pessoas ainda têm muito medo. Os textos que mostram irregularidades graves sobre Francisco Cândido Xavier - que poucos reconhecem como um gravíssimo deturpador da causa espírita e o primeiro a investir na "vaticanização do Espiritismo" - estão entre os menos lidos na Internet. Com medo de ver ruir a imagem fantasiosa de Chico Xavier, construída por uma engenhosa campanha midiática iniciada durante a ditadura militar, as pessoas correm de medo dos textos reveladores. Mas essas pessoas também não leem os próprios livros de Chico Xavier, e preferem ficar na adoração movida pela leitura dos memes nas redes sociais e na apreciação de filmes e documentários chapas-brancas sobre o "médium". Essa situação revela um grande surrealismo. Na verdade, Chico Xavier nem de longe é a figura adorável que muitos imaginam. Para piorar, ele também não é aquele "médium que cometeu errinhos de nada". Sua trajetória envolve episódios arrepiantes, nos quais ele mesmo pro...

A moda dos "médiuns que erram" e seu calote moral

Há um estranho modismo que é quando os "espíritas" alardeiam que os "médiuns" são "pessoas imperfeitas", são "endividados" e "erram muito na vida". O alarde ainda vem acompanhado de alegações do tipo "eles não são salvadores da pátria", "eles nunca foram santos" etc. Além desse alarde todo soar muito estranho, pela frequência com que é usado e com o estardalhaço de suas declarações, ele revela algo bastante leviano: a suposta admissão dos erros como meio de fugir das responsabilidades que essas mesmas ações erradas exigem. É uma espécie de carteirada por baixo. Usa-se a ideia da banalização do erro, a partir da premissa de que "todo mundo erra". Se "todo mundo erra" e o "médium também erra", então o erro, de tão banalizado, não mereceria, em tese, uma punição. É a ideia do calote moral, que é a de não querer ser punido por erros, quando estes são muito mais graves. Os brasileiro...